Dia 21 fevereiro, na Casa do Comum em Lisboa, Tânia Neves convida Pedro Coquenão (BATIDA) para refletir sobre a forma como a herança colonial continua a manifestar-se na sociedade contemporânea, a partir da cultura, da viagem e da prática artística.
Descolonizar a mente é um processo.
Muitas vezes, de forma inconsciente e até ingénua, não se questionam narrativas herdadas e repetidas, que moldam a forma como olhamos territórios, culturas e pessoas, e a forma como isso é recebido pelo outro. Que impacto têm na forma como viajamos, na música que consumimos, na cultura e nos espaços que partilhamos?
Falamos de identidade e falamos de poder. De como o pensamento euro-centrado influencia imaginários, gostos e hierarquias. Dos cruzamentos entre história, representação cultural e experiência pessoal, onde se revelam tensões entre passado e presente, centro e margem, pertença e exclusão.
A partir da música, da arte e de percursos vividos, a conversa abre espaço para pensar o posicionamento (anti)colonial nas nossas práticas quotidianas: o que reproduz lógica de apropriação e desigualdade — e o que pode, pelo contrário, tornar-se ferramenta de aproximação, escuta e quebra de barreiras.
Uma conversa que pergunta, de forma direta: até que ponto carregamos, ainda, uma mente colonizada?
