“Não tens medo de ir…?” é uma pergunta recorrente, especialmente dirigida a mulheres. Viajar torna visíveis desigualdades muitas vezes naturalizadas: expectativas sobre o corpo, o lugar que ocupamos e os limites que nos são impostos.
📆 11 de abril de 2026
🕔 17h00 – 18h30
📍 Casa do Comum (1º piso – Museu da Preguiça)
Tânia Neves convida Eduardo Fraga para uma conversa sobre como o medo molda a forma como nos movemos no mundo — e quem pode, ou não, viajar livremente.
“Não tens medo de ir…?” é uma pergunta recorrente, especialmente dirigida a mulheres. Viajar torna visíveis desigualdades muitas vezes naturalizadas: expectativas sobre o corpo, o lugar que ocupamos e os limites que nos são impostos.
Há países onde uma mulher solteira não consegue pedir um visto. Noutros, a independência é mal vista. Estratégias de adaptação tornam-se parte do percurso — evitar confronto, omitir informação, ajustar a forma como nos apresentamos.
Mas se já é assim, como será para pessoas não-binárias, queer ou trans?
Até que ponto a identidade condiciona a liberdade de movimento?
Falamos de medo — não apenas como emoção individual, mas como construção social, distribuída de forma desigual. Um mecanismo que regula comportamentos, delimita espaços e influencia decisões.
A partir de experiências reais de viagem e reflexão clínica, esta conversa propõe questionar o que nos é imposto como risco, o que interiorizamos como limite e como tudo isso molda a forma como existimos.
Uma conversa sobre identidade, liberdade e pertença — e sobre o que significa, hoje, viajar sem medo.
Eduardo Fraga
Psicanalista e criador de conteúdos sobre saúde mental e comportamento LGBT. Trabalha temas como ansiedade, auto-estima e identidade, explorando a relação entre sujeito, normas sociais e estruturas de poder.